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9 de maio de 2017

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Roubos do tipo ‘saidinha de banco’ crescem 171% em SP, diz estudo

Levantamento do Instituto Sou da Paz aponta ainda que apenas 0,09% dos roubos no estado culminaram na morte da vítima em 2015 e em 2016

Os roubos da modalidade “saidinhas de banco” cresceram 171% em todo o estado de São Paulo entre 2016 e 2015, de acordo com o último Boletim Sou da Paz Analisa, divulgado nesta sexta-feira (5). O estudo sobre roubos no estado indica que os resultados foram mistos, com redução de roubos de veículos, mas aumento no número de roubo de carga.

O levantamento do Instituto Sou da Paz se debruça sobre a evolução da categoria “Roubos Outros” em São Paulo em 2016, que inclui dez modalidades, como “saidinhas de banco”, roubos de carga, de residência, lojas, bancos, pedestres e veículos, com dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, pelas Corregedorias das Polícias Civil e Militar do Estado, além de dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI).

Entre as modalidades de “roubo (outros)” aquela que apresentou maior aumento foi a “saidinha de banco”, que em 2015 foi registrada 363 vezes nas delegacias do estado e em 2016 foram 986.

Os roubos da modalidade “saidinhas de banco” cresceram 171% em todo o estado de São Paulo entre 2016 e 2015, de acordo com o último Boletim Sou da Paz Analisa, divulgado nesta sexta-feira (5) (Foto: Divulgação/Instituto Sou da Paz)Os roubos da modalidade “saidinhas de banco” cresceram 171% em todo o estado de São Paulo entre 2016 e 2015, de acordo com o último Boletim Sou da Paz Analisa, divulgado nesta sexta-feira (5) (Foto: Divulgação/Instituto Sou da Paz)

Os roubos da modalidade “saidinhas de banco” cresceram 171% em todo o estado de São Paulo entre 2016 e 2015, de acordo com o último Boletim Sou da Paz Analisa, divulgado nesta sexta-feira (5) (Foto: Divulgação/Instituto Sou da Paz)

Uma das pesquisadoras do instituto, Ana Carolina Pekny, aponta que apesar do aumento dos números, ainda não é possível afirmar se este tipo de crime realmente se tornou mais frequente ou se o ano de 2015 é que foi atípico.

“Começamos a produzir estes relatórios em 2014, então ainda não temos o registro de toda uma série para afirmar qual ano foi atípico, se 2015 ou 2016”, explica a pesquisadora”. “Fato é que em 2016, São Paulo teve 323 mil roubos, o maior número de sua história, sem contar o roubo de veículos, que é feito em um cálculo à parte. Então, quase todas as modalidades aumentaram”, continua.

Roubo de carga

Além do aumento significativo dos registros de “saidinha de banco”, o roubo de carga cresceu 11,9% no estado (ver tabela acima). Paralelamente, o “roubo de veículos”, que compõe outra categoria, caiu 0,9% no estado de São Paulo no mesmo período.

“O roubo de veículos vem caindo no estado desde 2015 por causa da Lei dos Desmanches, que regulamentou a atividade e mexeu com a cadeia deste tipo crime, não só de um jeito pontual”, explica Ana Carolina. “A melhoria do cenário neste segmento aponta que para reduzir os roubos de carga é importante pensar em medidas que ataquem a sua dinâmica com soluções específicas, examinando quem recebe a carga roubada, por exemplo”, avalia.

A categoria que apresenta o maior volume de ocorrências em todo o estado é “roubo a transeunte”, tendo sido registrados 227.289 casos no último ano, 53% do total da categoria “roubo (outros) ”.

“Existem muitas hipóteses para tentar explicar o motivo pelo qual o roubo a pedestres é o mais recorrente nos boletins de ocorrência, mas provavelmente está relacionado ao fato de que envolve muitos tipos de objetos, como celulares e carteiras”, explica a pesquisadora Ana Carolina Pekny.

Latrocínio

Apesar da sensação de insegurança em toda a sociedade em relação aos roubos, eles só terminaram com morte da vítima em 0,09% dos casos, tanto em 2015 quanto em 2016. Um em cada 125 mil habitantes foi vítima de latrocínio em ambos os períodos analisados.

Roubos só terminaram com morte da vítima em 0,09% dos casos, tanto em 2015 quanto em 2016, em São Paulo (Foto: Divulgação/Instituto Sou da Paz)Roubos só terminaram com morte da vítima em 0,09% dos casos, tanto em 2015 quanto em 2016, em São Paulo (Foto: Divulgação/Instituto Sou da Paz)

Roubos só terminaram com morte da vítima em 0,09% dos casos, tanto em 2015 quanto em 2016, em São Paulo (Foto: Divulgação/Instituto Sou da Paz)

“O que pode explicar a baixa letalidade dos roubos em São Paulo é a proibição da circulação de armas de fogo. Na Capital, por exemplo, os números do latrocínio variam bastante entre as regiões, com maior incidência nas periferias das zonas Leste e Sul”, pontua a pesquisadora Ana Carolina Pekny.

Na Capital, os números do latrocínio variam bastante entre as regiões, com maior incidência nas periferias das zonas Leste e Sul (Foto: Divulgação/Instituto Sou da Paz)Na Capital, os números do latrocínio variam bastante entre as regiões, com maior incidência nas periferias das zonas Leste e Sul (Foto: Divulgação/Instituto Sou da Paz)

Na Capital, os números do latrocínio variam bastante entre as regiões, com maior incidência nas periferias das zonas Leste e Sul (Foto: Divulgação/Instituto Sou da Paz)

Na Grande São Paulo, chama a atenção a redução significativa dos roubos seguidos em morte em Guarulhos, que caíram de 18 em 2015 para 5 em 2016. Santo André, por outro lado, teve incremento dos números, passando de 1 para 7 roubos letais.

Na Grande São Paulo, chama a atenção a redução significativa dos roubos seguidos em morte em Guarulhos. Santo André, por outro lado, teve incremento dos números, passando de 1 para 7 roubos letais (Foto: Divulgação/Instituto Sou da Paz)Na Grande São Paulo, chama a atenção a redução significativa dos roubos seguidos em morte em Guarulhos. Santo André, por outro lado, teve incremento dos números, passando de 1 para 7 roubos letais (Foto: Divulgação/Instituto Sou da Paz)

Na Grande São Paulo, chama a atenção a redução significativa dos roubos seguidos em morte em Guarulhos. Santo André, por outro lado, teve incremento dos números, passando de 1 para 7 roubos letais (Foto: Divulgação/Instituto Sou da Paz)

No Interior do Estado, os latrocínios dispararam em São José do Rio Preto, que passou de 3 para 14 mortes, e em São José dos Campos, que passou de 17 para 25 mortes entre 2015 e 2016.

“É difícil dizer porque os números dessas cidades aumentaram, mas são regiões onde aumentaram os homicídios também, o que revela um problema mais amplo nessas duas regiões relacionado à violência letal”, afirma a pesquisadora.

O perfil das vítimas fatais também quase não variou no período analisado: há prevalência de vítimas do sexo masculino, que representaram 84% do total em 2015 e 87,3% em 2016. O instituto avalia que a predominância de homens entre as vítimas pode estar relacionada à reação.

Fonte: Portal G1 - http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/roubos-do-tipo-saidinha-de-banco-crescem-171-em-sp-diz-estudo.ghtml

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