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28 de março de 2016

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Vigilante é encontrado morto em escola na Zona Norte de Macapá

Corpo foi achado na manhã desta quinta-feira (24), no Amazonas. Polícia não soube informar motivo da morte, mas suspeita de latrocínio

Um vigilante foi encontrado morto na manhã desta quinta-feira (24) na Escola Estadual Nossa Senhora de Nazaré, no bairro Amazonas, na Zona Norte de Macapá. A polícia suspeita que o homem tenha sido vítima de latrocínio.
As polícias Militar e Civil que estiveram no local não confirmaram o motivo da morte e quantas pessoas teriam participado do crime. Segundo perícia preliminar, a vítima foi assassinada com golpes de arma branca.

O vigilante foi identificado como José Conceição da Silva. O colega de trabalho Brito Batista, de 26 anos, foi quem o encontrou no início da manhã, quando chegou à escola para assumir o plantão. Brito viu sangue e o chapéu do colega no chão do pátio e o portão de entrada aberto.

“Quando cheguei ao posto de trabalho chamei pelo Conceição, como ele era conhecido pelos colegas, gritei e ele não atendeu. Fiquei preocupado quando vi o chapéu dele no chão, e tinha sangue. O portão estava aberto, ele nunca deixa aberto, nem mesmo quando um outro vigilante chega atrasado”, contou Brito.
Segundo ele, José Conceição era natural do estado do Maranhão e trabalhava havia três meses na escola do bairro Amazonas. Ele não teria parentes no Amapá e teria vindo transferido de Belém, capital do Pará, conforme o colega.

A polícia suspeita de que a vítima tenha reagido a um assalto, porque uma faca quebrada foi encontrada no local do crime. Sangue e equipamento de trabalho da vítima estavam na parte da frente e nos corredores da escola. O corpo do trabalhador foi achado na parte de trás da instituição.
“Pelo que percebi, foram levados um botijão da cozinha, a TV de 42 polegadas da direção e computadores da sala de informática”, informou Brito.

Cristiano Cabral, de 29 anos, trabalha como vigilante há seis anos. Ele reclama da falta de segurança nos postos de trabalho, e conta que outro colega foi vítima de assalto na mesma escola, tendo sido amarrado e espancado. O homem teria quebrado três costelas, segundo Cabral.

“Quem trabalha com segurança, precisa de segurança. Nós, vigilantes, estamos há muito tempo denunciando essa falta de segurança, que tem resultado em crimes praticados contra os companheiros que estão em seus postos de trabalho. Não podemos aceitar a situação que está”, reclamou Cabral.

Ele acredita que a redução pelo governo do Amapá no número de vigilantes nos postos de Macapá tenha provocado um aumento nas ocorrências de invasões. Para ele, há locais que deveriam permanecer com mais de um vigilante.

“Essa escola no bairro Amazonas é um local afastado da Zona Urbana da cidade e precisa de uma segurança melhor. Não era para ter apenas um vigilante, era para ter pelo menos dois, até porque esta escola teve um caso recente de violência, onde o vigilante foi espancado e amarrado, ele teve três costelas quebradas. E o policiamento deveria ser constante. A área de mata ao redor da escola facilita os assaltos e as fugas de criminosos”, falou.

A moradora Adriana Lima, de 37 anos, tem dois filhos que estudam na escola Nossa Senhora de Nazaré. Ela falou que tem medo da violência no bairro, e que a pouca iluminação pública colabora para o aumento da criminalidade.
“Um bairro pequeno, nós poderíamos estar protegidos, mas, infelizmente, a gente não conta com a segurança. Nossa iluminação pública é muito precária. Na frente da escola é uma escuridão. O cidadão não tem como se defender. Eu fico apreensiva com o fato de os meus filhos estudarem aqui”, lamentou a moradora.

Fonte: matéria publicada no site G1 - 28-03-2016 - http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2016/03/seguranca-e-baleado-apos-tentativa-de-assalto-em-guaruja-sp.html

Jornal SEEVISSP

INFORMATIVO DA SEGURANÇA PRIVADA – JANEIRO/2020

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