Sindicalize-se agora!
21 de junho de 2018
MENU 11 3363.3310

8 de dezembro de 2016

Imprimir

Quem contrata segurança patrimonial clandestina deve estar preparado para correr mais riscos ao invés de estar mais seguro

A clandestinidade no setor de segurança privada no Brasil é um tema debatido e questionado há muito tempo, mas que ainda não encontrou uma forma de ser devidamente solucionado. Parece impossível identificar, fechar e punir seus responsáveis, simplesmente por ser uma “empresa fantasma”. Mas e se o contratante passar a ter um papel mais relevante nesta história?

Para ficar mais clara essa ideia podemos fazer uma comparação com a Lei Antifumo (Lei n°13.541) vigente desde 2009, que proíbe fumar em ambientes fechados e/ou cobertos. A lei, na prática, mostrou-se muito eficaz e um dos principais motivos para isso foi aplicação da multa para o proprietário do imóvel e não para o fumante. Experimente acender um cigarro dentro de um bar, em poucos minutos será abordado por um funcionário que vai direcioná-lo ao fumódromo ou pedir para que apague o cigarro.

Sabemos que uma lei ou regra onde a certeza da punição somada a uma forte “dor no bolso” tem mais chances de “pegar” no Brasil, que o digam a Lei Maria da Penha e da Pensão Alimentícia. Outro bom exemplo é do uso do cinto de segurança; no início da lei que obrigou o seu uso, em 1997, muita gente o fez para não ser multado e, com o tempo, assimilou a sua importância para nossa proteção, hoje é automático entrar no carro colocá-lo.
Para ter ideia do tamanho da clandestinidade no segmento de segurança privada no Brasil, estima-se que temos três vigilantes ilegais para um legal. De acordo com o levantamento da Polícia Federal, em setembro de 2015 o Brasil contava com exatos 611.117 vigilantes legalmente ativos. Então pode-se estimar que temos cerca de 1.8 milhão “vigilantes” clandestinos, operando à margem da lei, sem garantias trabalhista e jurídicas, sem a devida formação e treinamento. Preocupante ou não?

Mas por que empresas de segurança clandestinas existem? Simples: porque há quem as contrate, querendo acreditar que é exequível receber serviços 30% mais baratos que o mercado aponta, quando, pelo menos, 85% dos custos são compostos por despesas obrigatórias como remuneração, encargos, impostos e insumos, sobrando 15% para se administrar custos operacionais e lucro. Mas se não é possível comprar um veículo sem pagar o IPI, por exemplo, por que se pode comprar segurança privada sem arcar com todos os custos legais?

Na teoria, as complicações de uma empresa que contrata segurança ilegal são muitas. O desafio passa por aumentar a certeza da punição, se a lei não for cumprida. Se uma empresa é clandestina, ela não pode registrar os funcionários (pelo menos na função certa – de vigilante – pois seria controlada pela Polícia Federal), nestes casos, é certo que problemas trabalhistas virão com mais ou menos dias e o tomador de serviços será incluído no pólo passivo. E a formação técnica, treinamento, reciclagem e avaliação psicológica para exercício da função. Vamos acreditar que uma empresa clandestina ou até mesmo legalmente estabelecida, mas sem autorização de funcionamento emitido pela Polícia Federal – não confundir com alvará de funcionamento, investirá na capacitação e proteção de seus funcionários? Óbvio que não.

Outra preocupação é com o compliance. As empresas exigem cada vez mais que seus parceiros e prestadores de serviços sigam à risca (e provem isso) todas as determinações de órgãos de regulamentação, abrangendo as áreas fiscal, contábil, financeira, ambiental, jurídica, previdenciária, social, etc. Para algumas empresas, tudo isso é despesa e perda de tempo. Para outras, compliance é segurança, tranquilidade, economia, foco, produtividade, imagem de marca e reputação. Diga não à clandestinidade.

Fonte: matéria publicada no site SEGS - 08-11-2016 - http://www.segs.com.br/seguros/44774-quem-contrata-seguranca-patrimonial-clandestina-deve-estar-preparado-para-correr-mais-riscos-ao-inves-de-estar-mais-seguro.html

Mais notícias

19 junho 2018

Bom dia CONTRASP

      Acesse o link e confira as edições do boletim eletrônico da CONTRASP. Bom Dia CONTRASP
13 junho 2018

Empresa Corpvs de segurança persegue diretoria sindical para acabar com atuação da entidade no CE

O objetivo da empresa é acabar de vez com os direitos dos trabalhadores O SINTRASECE, entidade de classe representante legal dos trabalhadores em empresas de segurança eletrônica manifesta seu profundo repúdio contra a conduta antissindical da empresa Corpvs Segurança Eletrônica, que vem perseguindo os dirigentes sindicais desde a sua fundação em 2014, na tentativa de […]
11 junho 2018

CONTRASP reivindica medidas urgentes contra ataques a carros-fortes na ABTV e Fenaval

Entre inúmeras ações realizadas contra os ataques a carros-fortes no Brasil, a CONTRASP, esteve na manhã de ontem (05/06), em Brasília, com a ABTV e a Fenaval cobrando medidas urgentes também das empresas para inibir os sinistros que estão massacrando os vigilantes. Os números são alarmantes. A Pesquisa Nacional da CONTRASP denuncia  56 ataques a […]
6 junho 2018

SP: Vigilante reage e evita roubo a loja de móveis e eletrodomésticos

Neste sábado (02/06), um homem tentou furtar uma loja de móveis e eletrodomésticos, mas acabou morto pelo vigilante do estabelecimento. A ação ocorreu em Guarujá (SP), quando o assaltante se escondeu num armário até o fechamento do local. Quando o suspeito começou a mexer nos produtos da loja, foi surpreendido pelo vigilante. O assaltante atirou […]
+ Notícias

Jornal SEEVISSP

Informativo Segurança Privada – Outubro 2017

Edição
Download Todas edições
Sede
LARGO DO AROUCHE, 307
SÃO PAULO/SP CEP 01219-011
11 3363.3310
Subsede
RUA ANDRÉ LEÃO, 64 - BAIRRO SOCORRO
SÃO PAULO/SP - CEP 04762-030
11 5696.6083