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17 de julho de 2015

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Assaltos a postos são subnotificados

A onda de assaltos a postos de combustíveis em Bauru vem sendo debatida por autoridades e empresários do ramo, que buscam soluções diante do elevado número de casos registrados na cidade nos últimos meses. Na estatística mais recente da Polícia Civil, que compreende o primeiro dia de junho até a última segunda-feira (13), já constam 12 roubos. A problemática ficou ainda mais preocupante tendo em vista que nem todas as ocorrências chegam ao conhecimento da polícia.

A constatação foi apresentada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), durante reunião ontem entre a categoria, Polícia Civil e o vereador Markinho da Diversidade (PMDB).

Na oportunidade, representantes do sindicato disseram que nem todos os proprietários de postos registram os casos por conta da morosidade do atendimento na Central de Polícia Judiciária (CPJ) ou até por questões culturais. “Alguns dizem que não vai adiantar nada fazer o boletim de ocorrência”, exemplifica o diretor do Sincopetro, Edvaldo Tuschi.

Para resolver a questão, a Polícia Civil se dispôs a estreitar o canal de comunicação com os empresários do ramo, por intermédio do próprio sindicato. A intenção é criar um protocolo a ser seguido periodicamente.

“Nas investigações, nós precisamos do máximo de informações da vítima, além de analisar as imagens do circuito de câmeras do estabelecimento”, explicou o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Granja. Ele já disponibilizou, inclusive, seu contato a dois representantes do sindicato, que articularão as ações de prevenção junto aos donos de postos.

Delegado seccional, Ricardo Martines reconhece dificuldades no atendimento ao público na CPJ. “A demanda de Bauru é bem acima da quantidade de funcionários”. No entanto, ele reforça a importância de registrar o BO. “A gente só consegue ter sucesso na investigação através de informações”, pontuou.

O vereador Markinho enfatizou a importância da reunião no sentido da dificuldade de registrar os casos na Polícia Civil. “Agora demos início no segundo passo (referindo-se à reunião no mês passado com a PM), que irá auxiliar de forma mais eficaz no processo investigatório”.

Frio: mais assaltos

Embora não tenha sido apresentada estatística, Kleber Granja confirma que, no período sazonal do frio, principalmente de abril a agosto, ocorre aumento no número de assaltos a postos de combustíveis, o que já é considerado, inclusive, uma tendência.

“Isso acontece em razão de ter menos bares abertos e pessoas nas ruas, especialmente à noite. O fato se estende a outras modalidades de roubos como a circulares e pedestres”, enfatiza.  

Padrão

Diante dos últimos roubos registrados (12 casos em pouco mais de um mês), a Polícia Civil identificou um padrão de ação dos bandidos. De acordo com Granja, a maior incidência de assaltos ocorre entre 19h e 20h. Na maioria dos casos, os ladrões usam capacetes para esconder o rosto, estão portando revólver ou pistola e a quantia levada gira em torno de R$ 100 a R$ 200, com exceção de dois casos, em que foram roubados R$ 800,00 e R$ 2 mil.

“Além disso, roubam o celular do frentista. Esse tipo de isca deve ser eliminada”, critica o delegado, reforçando algumas medidas que podem contribuir no combate aos assaltos a postos (veja quadro acima). “Cada vez mais deve-se diminuir o montante deixado com os funcionários e evitar ostentação, tanto do dinheiro quanto de aparelhos celulares”.

‘Está difícil contratar frentistas’, diz dono de posto

A quantidade cada vez mais excessiva de roubos a postos de combustíveis gerou outro impasse a empresários do ramo: o de conseguir mão de obra. “Está difícil contratar frentistas. Ninguém mais quer trabalhar, principalmente à noite, por medo de assaltos.

A situação está insustentável”, lamentou Wagner Siqueira, proprietário de um posto de combustíveis no Mary Dota e um dos diretores do Sincopetro.

Há 25 anos no ramo, Siqueira diz ter sido assaltado mais de 20 vezes. Em um dos casos, por pouco, não perdeu a vida. “Fui baleado na barriga durante o roubo e demorei um tempo para me recuperar”, lembra.

Segundo ele, alguns estabelecimentos já optaram por não manter o funcionamento durante a noite. “Todo mundo está com receio e nós dependemos disso para reforçar os lucros. É complicado estabelecer limite de horário”, lamentou.

Bauru tem cerca de 130 postos de combustíveis. Presidente do Sincopetro, José Antônio Reghine também observou que muitos estabelecimentos já não abrem mais à noite. “Estamos pedindo ajuda para a PM e Polícia Civil, pois não sabemos mais o que fazer”, desabafa.

Outra reunião

Em reunião realizada há um mês com a Polícia Militar (PM), donos de postos e o Sincopetro, conforme divulgou o JC, foi decidido que um grupo de WhatsApp seria criado para tentar coibir os atos dos criminosos e ajudar os policiais a identificar os autores. 

O encontro também foi articulado pelo vereador Markinho da Diversidade após o JC noticiar a escalada crescente de assaltos a postos na cidade. Na época, havia sido registrado nove casos em 12 dias.

Fonte: JC.Net – 17/07/2015
http://www.jcnet.com.br/Policia/2015/07/assaltos-a-postos-sao-subnotificados.html

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